Olha o dia de ontem Acabando na lembrança. De repente, olha eu de novo No espelho da esperança. Tempero, temperança, Temperamento temperamental. No vento que soprou lá de Minas, Ouvi que amigo é coisa pra se guardar Debaixo de sete chaves. Daqui do Cerrado eu grito: Amigo é pra sentar junto, Jogar conversa fora E jogar fora essa chave junto. Eu guardo segredo, meu amigo. A lembrança morrerá junto comigo. E o vento que já soprou Já não volta mais. Falo da morte porque também é vida A tal da partida para o mundo invisível. E a ideia é morrer jovem O mais velho possível, Deixando o vento passar Para o novo vento soprar. Brasília, 31 de janeiro de 2021


